Bem-vindo ao Blog da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde - Núcleo SP

A Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde trabalha na perspectiva da construção de políticas públicas para a saúde integral sda sociedade brasileira, considerando as epecificidades do povo de terreiro. Sua missão é a luta pelo direito humano à saúde com ênfase nas questões de gênero e raça.

Aqui você encontrará informações sobre as demandas e a atuação das comunidades tradicionais de terreiro no universo da saúde pública. Questões como saúde da população negra, saúde da mulher, humanização, atenção, prevenção e assistência, entre outras, são disponibilizadas aqui por especialistas e lideranças políticas de todo o Estado de São Paulo.

O reconhecimento das comunidades tradicionais de terreiro como núcleos de promoção de saúde e, a releitura de temas como liberdade religiosa, laicidade, o impacto do racismo na saúde, partipação popular, controle social e a necessidade de maior cooperação entre o Estado e as Religiões Afro-Brasileiras são alguns dos pontos que nos mobilizam na busca pela garantia do direito humano a saúde. A Rede é composta dos Sacerdotes, Sacerdotisas e iniciados de diferentes tradições de matrizes africanas em todo o país. Para falar com a Rede, envie e-mail para saudenoterreiro@yahoo.com.br

Confira as notícias da Rede em todo país em:

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Bragança Paulista será cidade sede do V Seminário Paulista da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde




Por ocasião do Dia Mundial para Eliminação da Discriminação Racial, a Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde – Núcleo Estado de São Paulo e o GVTR/Grupo de Valorização do Trabalho em Rede, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Bragança Paulista convida para o V Seminário Paulista da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde.

O matriarcado e as várias possibilidades de intervenção a partir do universo feminino, liderado pelos ancestrais femininos no que tange as questões de saúde pública, configuram-se no eixo central do seminário: “ As comunidades tradicionais de terreiro valorizando a mulher e a família.”

O objetivo de tão importante reunião entre Sacerdotes, Sacerdotisas e adeptos de Religiões Afro-Brasileiras, educadores, pesquisadores, lideranças de movimentos sociais, gestores e profissionais de saúde e, afins, é o monitoramento e avaliação das políticas públicas de saúde no Brasil, no Estado de São Paulo e municípios, considerando a importância das práticas, saberes, valores e princípios das religiões afro-brasileiras para a atenção, promoção e humanização da saúde, e a importância dos recortes de gênero, cor/raça e etnia para a implementação da Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da População Negra. É ainda objetivo deste seminário o fortalecimento das comunidades tradicionais de terreiro com atuação no campo da saúde pública e em consonância com os princípios e diretrizes do SUS e a lei 8142 de 1990.

O evento acontecerá dia 21 de Março, entre 08h e 17h, na Diretoria de Ensino, Centro de Bragança Paulista

As inscrições devem ser enviadas até o dia 15 de Março de 2010 em formulário próprio do evento aos cuidados da Comissão Organizadora ao correio virtual: gvtr_secretaria@terra.com.br

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa

Cerca de 13,3 milhões de pessoas do Estado de São Paulo serão vacinadas contra a contra a gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína. O número foi definido nesta quarta-feira, 24, pela Secretaria de Estado da Saúde.

A primeira etapa da campanha começa no próximo dia 8 de março, para 704,7 mil profissionais da área da saúde e 4,6 mil moradores de aldeias indígenas, e vai até o dia 19.

O primeiro lote de vacinas adquirido pelo Ministério da Saúde começará a ser distribuído até a próxima semana aos municípios paulistas. Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que trabalham em serviços de saúde, envolvidos diretamente na resposta à pandemia, em 6,4 mil serviços de saúde do Estado, público, privados e conveniados, entre hospitais, pronto-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios e unidades de Saúde da Família, entre outros.

Seguindo as diretrizes do Ministério, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica.

A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho dos profissionais. A Secretaria irá encaminhar as doses aos municípios, que ficarão encarregados de organizar a campanha localmente. Já a imunização da população indígena será feita diretamente nas aldeias, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

“Imunizar os profissionais de saúde é fundamental como medida de prevenção, já que esses trabalhadores lidam diretamente com pessoas doentes, algumas das quais podem adquirir e transmitir o vírus da nova gripe. Vamos aproveitar e também proteger a população das aldeias indígenas”, diz o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.

Etapas

A segunda fase da vacinação contra a nova gripe, que começa em 22 de março, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade e os portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros.

As gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.

Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população paulista de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina contra a gripe A H1N1 os idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal).


Autoria: Assessoria de Imprensa - 25/02/10

Secretaria de Estado da Saúde de SP.

Veja no site da Fundação Osvaldo Cruz

Especialistas propõem intervenções nos processos de trabalho em saúde

Promover mudanças na realidade local a partir de conhecimentos adquiridos foi a grande conquista da primeira turma do Curso de Especialização em Gestão em Saúde oferecido pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, na modalidade a distância (EAD/ENSP). Em 2009, o curso teve a participação de quase 900 alunos, e já conta com mais de 800 inscritos para as turmas de 2010. De acordo com uma das tutoras do curso, Mirna Teixeira, o resultado e o sucesso dessa formação estão sendo conferidos nas defesas dos Trabalhos de Conclusão de Curso, que ainda estão ocorrendo pelo Brasil.

Confira em:http://Fundação Osvaldo Cruz

Conferência Saúde Mental é destaque no Blog Saúde Negra


Tendo como tema: "Saúde mental, direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios" será realizada em Brasília de 27 a 30 de junho a IV Conferência Nacional de Saúde Mental. Entre os objetivos da Conferência está a promoção do debate da saúde mental com os diversos setores da sociedade no atual cenário da Reforma Psiquiátrica, que indica novos desafios para a melhoria do cuidado em saúde mental no território, devendo contemplar o desenvolvimento de ações intersetoriais.



Conheça os eixos da Conferência:
- Eixo I: Saúde Mental e Políticas de Estado: pactuar caminhos intersetoriais (financiamento, recursos humanos, modelo de gestão e protagonismo social)
- Eixo II: Consolidando a rede de atenção psicossocial e fortalecendo os movimentos sociais
- Eixo III: Direitos humanos e cidadania como desafio ético e intersetorial




Calendário
- Etapas Municipais e/ou Regionais: 08/03 a 15/04
- Etapas Estaduais: 26/04 a 23/05
- Etapa Nacional: 27 a 30/06

Foto: google

Confira estas e outras notícias no www.saudenegra.blogspot.com

As pestes

Museu de Microbiologia do Instituto Butantan inaugura a exposição itinerante As grandes epidemias

Revista FAPESP

Neldson Marcolin
Edição Impressa 168 - Fevereiro 2010

A pandemia de gripe suína que assustou o planeta no ano passado trouxe à lembrança um fato que andava esquecido: não importa quanto conhecimento, tecnologia e informação estejam disponíveis, sempre existirá o risco de epidemias. A peste negra (ou bubônica) foi responsável por pelo menos 10 epidemias entre 1400 e 1720, quando se estima que tenham morrido 25 milhões de pessoas no total. A varíola matou e deformou milhões na metade do século XVII na Europa. A meningite causou enormes transtornos na saúde pública até a metade dos anos 1970 no Brasil. A AIDS e a gripe - esta de modo sazonal - seguem infectando pessoas em todos os países. A exposição As grandes epidemias, que pode ser visitada no Centro de Difusão Científica do Instituto Butantan, em São Paulo, fala de um assunto que continua relevante nos dias de hoje. "Queremos informar e alertar o público para o perigo que as epidemias representam", explica Gláucia Colli Inglez, coordenadora do Museu de Microbiologia do Instituto Butantan e curadora da exposição ao lado de Alessandra Fernandes Bizerra e Milene Tino de Franco, a diretora do museu.

"Certamente a população e os envolvidos com a área da saúde devem se preocupar com as epidemias", diz Isaias Raw, do conselho técnico-científico da Fundação Butantan. É dele a concepção da exposição, imaginada há alguns anos e concretizada agora com apoio FAPESP/Vitae. Na mostra há painéis ilustrados e cinco filmes de até sete minutos. Cada um deles trata de uma epidemia: peste, varíola, meningite, AIDS e influenza (gripe). Os filmes foram feitos pelo cineasta André Luiz de Luiz a partir do roteiro das curadoras e são didáticos, repletos de imagens e de entrevistas com o próprio Raw, o médico Dráuzio Varella e o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. Todos usam uma linguagem simples para falar de história, saúde, ciência e, principalmente, da importância da vacinação. A exposição, gratuíta, deverá ser levada a outras regiões da capital paulista em breve.


AIDS

Mais de 5 milhões de pessoas são contaminadas a cada ano pelo HIV. O médico Dráuzio Varella pede atenção e prevençãoPeste negra

A infecção era atribuída aos miasmas e castigo divino. Em 1894, Alexandre Yersin e Shibasaburo Kitasatu identificaram o agente responsável pela doença, a bactéria Yersinia pestis. Influenza

A gripe espanhola matou cerca de 40 milhões na primeira metade do século XX. Hoje, Isaias Raw defende a vacinação para prevenir a gripe suína. Meningite

A epidemia de meningite foi censurada pelos militares por dois anos. Segundo Barradas, a vacina foi aplicada na população paulista em 15 dias. Varíola

A varíola matou e deformou milhões, mas foi extinta em 1984. Foi a primeira vez que uma doença infecciosa foi abolida da Terra graças à vacinação.

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